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| Urnas eletrônicas | Foto: Reprodução |
Embora a maior parte do eleitorado tenha comparecido, o volume de faltosos se mantém expressivo no comparativo histórico do estado. Em 2012, a taxa de ausência foi de apenas 8,4%, avançando para 15,98% no ano de 2016 e batendo os 21,6% no pleito de 2020. O resultado de 2024 demonstrou um discreto recuo, mas a métrica continua em patamares considerados elevados pelas autoridades. A postura dos votantes muda de forma nítida conforme as regras de obrigatoriedade.
No segmento em que o sufrágio é impositivo, o índice de presença alcançou 83,32%, registrando 16,68% de faltas. Por outro lado, na parcela com voto facultativo — categoria que engloba adolescentes de 16 e 17 anos, idosos com mais de 70 anos e cidadãos analfabetos —, a adesão foi significativamente mais baixa, com 64,77% de presença e uma abstenção que bateu os 35,23%.
O panorama guarda semelhanças com o comportamento verificado nas Eleições Gerais de 2022, período em que Alagoas contabilizava 2.325.656 pessoas aptas e registrou o comparecimento de 1.805.311 eleitores, o equivalente a 77,63% de participação; naquela oportunidade, o montante de faltosos chegou a 520.345 indivíduos, gerando uma taxa de abstenção de 22,37%.
Esse cenário reitera a constante missão da Justiça Eleitoral em fomentar o envolvimento popular no rito democrático, dado que o voto se consolida como o canal primordial para que a sociedade interfira nos rumos políticos e na escolha de seus governantes. Diante do horizonte das Eleições Gerais de 2026, o órgão eleitoral vem amplificando os projetos de engajamento social, reforçando a mensagem de que a escolha consciente fortalece os pilares democráticos e confere maior representatividade às decisões públicas.
A análise técnica indica que uma presença massiva no dia da votação eleva a chancela e a validação dos mandatos outorgados, justificando a continuidade de campanhas pedagógicas voltadas a combater o distanciamento das urnas.
